Como convertemos o nosso site de WordPress para HTML
O site onde está a ler este artigo já foi WordPress. Hoje é HTML puro — e este é o resumo honesto de como o fizemos, o que ganhámos e onde um backoffice à medida entra na solução.
O ponto de partida
O 1000sites.pt estava em WordPress com o construtor Brizy. Funcionava, mas como a maioria dos sites WordPress acumulava peso: base de dados a gerar cada página, plugins para manter atualizados, e páginas construídas por um editor visual que guarda o layout num formato próprio.
O inventário inicial deu-nos a dimensão real do projeto: cerca de 40 páginas, mais de 70 artigos de blog e mais de mil anexos de imagem.
O processo de conversão
O Brizy guarda o design de cada página codificado dentro dos metadados do WordPress. Em vez de copiar HTML à mão, escrevemos scripts para fazer o trabalho pesado:
- Exportação completa do WordPress em XML e análise de todo o conteúdo
- Decodificação dos dados do Brizy para reconstruir cada página em HTML limpo
- Descarregamento de todas as imagens e fontes para serem servidas localmente
- Reconstrução do CSS com os mesmos tokens de design — cores, fontes e espaçamentos
- SEO preservado: títulos, descrições, canonical, Open Graph e sitemap
O resultado
O site ficou 100% autocontido: 34 páginas e 73 artigos em HTML estático, 235 imagens locais, fontes servidas sem ir ao Google, zero chamadas a CDNs e zero dependência de WordPress, Brizy ou bases de dados.
Na prática isto significa carregamento quase instantâneo, muito menos superfície de ataque e um site que pode estar anos sem ser tocado — nenhuma atualização do WordPress, de um plugin ou do tema vai rebentar com ele, porque já não existem. E mantém-se sempre igual de rápido.
"Mas e os artigos? Como os edito?"
É a primeira pergunta que qualquer dono de site faz — e a resposta é o backoffice. Para sites que publicam com regularidade, entregamos um painel em PHP, feito à medida, para criar, editar e publicar artigos: título, texto, imagens e descrição para SEO.
A diferença para o wp-admin é que o backoffice existe só para gerir conteúdo — o site público continua a ser HTML estático, rápido e seguro, porque a área de gestão fica separada e protegida por login.
E quando precisa de alterar algo que não é um artigo — uma nova secção, textos ou imagens noutra página, um ajuste de design — basta um pedido de horas de suporte. Sem contratos de manutenção obrigatórios.
Quando é que isto faz sentido para o seu site?
Se o seu site é institucional, blog ou portfólio, e o WordPress se tornou uma fonte de lentidão, plugins quebrados e custos de manutenção, a conversão compensa. Se tem uma loja WooCommerce complexa ou funcionalidades dinâmicas pesadas, provavelmente não — e nesse caso dizemos-lhe com franqueza.
Saiba mais sobre o serviço de conversão de WordPress para HTML com backoffice ou peça uma análise gratuita do seu site.